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30 Comentários

Roseane Comentário de Roseane em 27 junho 2009 às 0:10
Mar

Marejando
Maré de sizígia
Nosso mar(a) mar.
Maria de Fátima Comentário de Maria de Fátima em 26 maio 2009 às 9:24
Olá João obrigada pelo convite.Gosto desta expressão:Amar rima com mar.Beijinhos.
Priscila de Loureiro Coelho Comentário de Priscila de Loureiro Coelho em 19 abril 2009 às 17:20
quando o assunto é amor
tudo é fácil de rimar
rima até frio e calor
rima riso com chorar...

Cill
Guida Linhares Comentário de Guida Linhares em 18 abril 2009 às 18:37
Um jeitinho bom de amar
mergulhado em emoções,
num cantinho à beira-mar
batem forte os corações.

Guida Linhares
Manuel Paulo Cunha Comentário de Manuel Paulo Cunha em 10 fevereiro 2009 às 16:00
Caro João Raimundo,
Obrigado pelas palavras. E que belas. Aqui vão mais algumas ainda frescas.
Um abraço
Manuel Paulo

DESTEMPO

Não sei
se por fama
ou magia
impus
outro dia
ao tempo
parar.

E o tempo
acatou.

Deixou-me
escolher
que fazer
ao tempo
parado.

Ou voltar
buscando
o passado
ou seguir
prevendo
o além.

Deixei
que o tempo
marcasse
o tempo
que eu tinha.

O tempo
que o tempo
me deu
era pouco.

Qual louco
sem rumo,
que o tempo
que o tempo
me dava
não dava
sequer
p´ra provar
esse beijo
gostoso,
esse sonho
ditoso
que virou
o futuro.

Cabeça
na areia,
forçava
também
esquecer
do passado
aquele momento
medonho
de dor.

Entretanto,
prever
o além
era o tempo
de um ai.

Fracção
de segundo.

O tempo
dum sopro
de vento
antes de ir
para o Pai.

Hesitei.
Hesitei.

O além
era certo.
O passado
um naco
de broa
há muito
provado.

Tomara
que alguém
escolhesse
por mim.
………………………

Dei por mim
a aceitar
do passado
o melhor
e o pior
o mais belo
e o medonho
em busca de Paz.

Busquei
do passado
um momento fugaz,
que o além
é seguro.

E no tempo
que o tempo
me deu
no regresso
ao passado
retomaste comigo
onde estava
a conversa serena
de noite distante.
E valeu a pena.
………………………………………..

Dei tempo
ao tempo
acordar-me.

Do sonho passado,
além do recesso
naco
de broa
festejo
o regresso
ao presente,
pacificado.
joão raimundo Comentário de joão raimundo em 10 fevereiro 2009 às 15:48
Quem é o poeta?
eu não sou porventura
poeto frases soltas de profeta

que se juntam
e partem livres
à aventura e lutam

de no mar achar
em doce candura
amor paixão de amar

um abraço poeta
joão raimundo Comentário de joão raimundo em 10 fevereiro 2009 às 15:42
Manuel Paulo e Cunha
o belo na tua poesia
escorre como água a vertente punha
em cascata e nos anestesia

água brilhante
cristalina pura
água cantante
em pedra dura

é um gosto de irmão
palavras que embalam
Natais prendas ao serão
familias que se partilham

poeta da alma ardente
lusa e nortenha
vejo o sol que cai a poente
para que a alma poetica se mantenha

Manuel, um grande abraço e continuamos à espera, ansiosos que inundes de poesia o Portugalmaresias.
Quem é o poeta? Comentário de Quem é o poeta? em 3 fevereiro 2009 às 23:59
A FORÇA DO AMAR É O MAR

MOR

Com num belo rimar
Quando fico naquela areia
Olho aquele mar.

Com rima já quero doar
Em sentir aquela cheia
Belas ondas a macular.

Ela vive a iluminar
Que bela a lua cheia
Vagando lá pelo ar.

É no mais louco amar
Que pelo espaço permeia
Fica todo o meu doar.

Quando estou a pisar
Fico logo aliviado
Naquela água molhar.

Amar logo aquele mar
Com sua água salgada
E como sempre te amar.

São José/SC, 3 de fevereiro de 2009.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
Manuel Paulo Cunha Comentário de Manuel Paulo Cunha em 3 fevereiro 2009 às 23:49
Via João Raimundo,
Com muito gosto já me inscrevi no Portugalmaresias. Logo que tenha autorização enviarei alguns poemas, nomeadamente o de ontem.
Entretanto aqui vai outro:
Arca da Aliança

É Natal.
Chegou a hora.
Já o mereço.
O tal presente
muito especial.

Após tantas venturas
e fracassos,
amarguras,
desesperos
e doçuras,
de fé rochedo
e dúvida metódica,
chegou a minha vez.

Pedi à Mãe do Céu
que segredasse
à minha Mãe da Terra
este desejo.
Que ela
bem conhece
os meus segredos.

Foi ela que escolheu
os meus brinquedos
de menino.

Que fogos fátuos
apagou
na minha juventude.

E que virtudes
inventou
da minha pequenez.

E aquele beijo
de ternura
que não volta.

E aquele grito
de revolta
e amargura
na noite da partida.

Pedi à Mãe do Céu
que segredasse
à minha Mãe da Terra
a prenda de Natal.

E adormeci.


Manhã cedo,
suspenso
na esperança
do meu sonho,
corri escada abaixo
buscando o sapatinho.



E fui ouvido.

E ei-la.
A minha prenda.

A Arca da Aliança.

Com que esperança
a abri.

Fui retirando
uma a uma
as memórias que continha.


……………………………

Aquela vez,
com medo do escuro,
confrontei a morte
da primeira vez
ao chegar da escola.
E saltei o muro.
Era a minha Avó.
Daquela vez.

Aquela vez,
doente a fingir,
fugindo da escola
tentei enganar
o meu pai.
Mas ele mais sabido
mandou-me vestir.
Daquela vez.

Aquela vez,
uma palavra bastou
para o encontro com Deus
de tão perto
que quase O toquei.
Estou certo
que Ele me falou. E ficou.
Daquela vez.

Aquela vez,
ainda era novo.
Julgando poder
brincar com o fogo
por pouco queimava,
sem querer,
o quanto tocava.
Daquela vez.

Aquela vez,
ao pores de lado
com murro na mesa
o que ainda restava
da tua tristeza,
escolheste o futuro
como teu aliado.
Daquela vez.



Aquela vez,
a força e ternura
da tua palavra
marcou a diferença.
Com ela ajudaste
ao fim da descrença
e a nova aventura.
Daquela vez.

Aquela vez
que te busquei
em todo o lado
por tanto gostar.
E tendo-te achado
seguimos caminho
sem nada culpar.
Daquela vez.

Aquela vez,
na solidão,
escrevi-te um poema
com pena de mim.
Previra-me o fim.
Deitaste-me a mão
entretanto, e segui.
Daquela vez.

Aquela vez,
Na primeira partida,
aprendi que estar longe
sem muito dizer
também pode unir.
Mas muito melhor
foi ver-te aparecer.
Daquela vez.

Aquela vez
Lembrei-te de ti
pequenina,
deitando o balão
que eu acabara de encher.
E tu espantada a dizer:
- o que voa fascina!
Daquela vez.


Aquela vez,
desci a Lisboa
de mala e de trapos na mão.
E quando voltei
trazia a mala
mais cheia
com outra lição.
Daquela vez.

Aquela vez,
naquele Natal
à volta da mesa
e a Avó a sorrir.
Vivemos a paz
sem cuidar
do que vinha a seguir.
Daquela vez

Aquela vez,
provamos distante
como é saboroso
encontrar quem nos ama.
Que bom voltar confiante
sabendo que a chama
prossegue.
Daquela vez.

……………………………….

Mau grado
as tantas histórias
contadas aqui,
mais as que esqueci
e aquelas
que recuso lembrar
mas que irão figurar
nas minhas memórias,
a Arca jamais cerrará.

Promessa que fiz
a quem ma ofereceu.

Podes crer
meu irmão.


A Arca irá recolher
as tuas memórias,
as histórias dos teus filhos
e as dos filhos dos teus filhos
até à terceira
e quarta geração.

Natal 2008
joão raimundo Comentário de joão raimundo em 3 fevereiro 2009 às 22:55
Deth Haak

embalados no sonho de palavras coloridas
valsamos no calor da noite cacimbada
amamos ser do mundo almas garridas
se tu fosses a ninfa que vi apaixonada

talvez eu me retornasse como evidência
de ser do amor um vinculo importante
é urgente amar do mundo a inocência
dizer não ao livre arbitrio nele constante

Inaugurar a alegria dos amantes ante o belo
 

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faça novo o teu ano

Neste ano-novo, faça-te novo, reduzas a tua ansiedade, cultivas flores no canteiro da alma, regues de ternura teus sentimentos mais profundos, imprimas a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Mira-te em ti mesmo, assumas teus talentos, acredites em tua criatividade, abrace com amor tua singularidade. Evitas, porém, o olhar narciso. Sejas solidário; aos estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não seja refém de teu egoísmo.

Cuida-te da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflitas, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhas, pratiques exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não temer as marcas do tempo em teu corpo. Freqüentes também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faças como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixes passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que o cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saibas que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberas a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa.

Arranque de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indagues a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela viestes e a ela voltarás; hoje, vives do beijo que lhe dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixas que Deus acampe em tua subjetividade. Aprendas a fechar os olhos para ver melhor.


frei betto

Feliz 2009!
 

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