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Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 25 novembro 2009 às 23:14
A Mardilê Friedrich Fabre

Não tenho como agradecer à amiga Mardilê.
Foi ela que apresentou meu livro, A Dura Regra do Jogo. Foi muito benevolente, entendendo que o texto era bom, prende o leitor. Em e-mail, disse que o livro foi mal editado, muito mal editado.
Tivesse sido lançado por editora competente, segundo suas palavras, era Best Seller. Talvez, Mardilê, talvez. Como você viu, trata-se de um romance simples, sem a menor pretensão. Quis apenas externar o que penso sobre política contemporânea, e fiz uma ficção de atentado político. Nada mais do que isso. ´
É verdade que a editora é capenga. Que se fosse publicado nos Estados-Unidos, “venderia mais do que água”, conforme você disse.
Enviou-me um livro, presente querido, dada a dedicatória: “Ao amigo Jorge, cuja obra literária me leva a refletir sobre a vida, com carinho, Mardilê.”
O livro é Antologia Poetrix, de Goulart Gomes.
Nele vêm contidos poetrix da autora, conhecida pelo seu inegável talento.
Mardilê lança agora mais um seu livro. Fato inevitável, dada a sua carreira acadêmica e artística.
Sucesso, querida amiga. E obrigado pelos incentivos.
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 31 outubro 2009 às 3:30
Chuva

São quatro horas da tarde. A sala tem um número razoável de funcionários, debruçados no trabalho.
Temperatura agradável. Controlada pelo ar refrigerado, não mostra aquele ambiente de trabalho insuportável, homens com o nó da gravata no meio do peito, mulheres com a maquiagem derretendo.
Escritórios de grandes empresas hoje são todos iguais. Móveis padronizados, divisões que permitem ver as cabeças dos funcionários, cores neutras. Poe este motivo, a mesa do diretor era visível por todos; é a regra.
Onze andares abaixo, a rua. Gente passando apressada, outros olhando as poucas vitrines, o lugar não era de comércio. Alguns tipos mal-encarados mostravam nitidamente que tomavam conta do lugar. Uma grande e conhecida firma que lidava com pedras preciosas tinha seu escritório nos arredores. A Vida é estranha. A três quarteirões dali, as construções mudavam abruptamente. Em alguns edifícios velhos, contavam-se os prostíbulos existentes.
Quem pode mudar esta realidade? Não existe, cidade grande é assim, com seu trânsito lento, engarrafado, o burburinho do povo fazendo-se ouvir.
E daí? E daí que ela havia marcado um encontro com o seu namorado da vez, estava doida para ver-se trancada num espaçoso quarto, com ante-sala e banheiro. Fora seguida desde que saiu de casa, em local próximo.
Não sentiu quando foi mais uma vítima dos tempos violentos. A facada certeira a fez cair, sua bolsa abrir-se, espalhando quinquilharias de mulher pelo chão já batido por forte chuva.
Nos edifícios altos, o trabalho continuava tranquilamente.
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 26 outubro 2009 às 0:39
Encantos da Vida

O homem moderno costuma ser um desesperançado.
Trabalha demais, não tem tempo para uma conversa franca com a mulher, os filhos, os amigos. É o corre-corre dos dias, que se repetem monotonamente, sem desafios a sua criatividade. Ela morreu no secundário, para os felizes que o completaram.
Os moços de hoje não são mais donos de suas vidas. O trabalho está acima de tudo, só que este trabalho, na maioria das vezes, não é o ideal. Pior: não há como se lutar contra. As regras estão estabelecidas. Quem está sujeito a elas, cumpra-as.
Conheço várias pessoas que reclamam demasiado do trabalho que executam. Vão se libertar na aposentadoria, ou reforma.
Por favor, não citem Machado. Como escritor público de alfarrábios, conseguia passar por cima da mediocridade. Não só isso, mas o seu inegável talento. Tanto foi um mestre na prosa, como na poesia. “A Carolina” é um dos mais belos sonetos da língua portuguesa.
A Literatura, como querem muitos, não está em crise. Não é por que autores de valor estejam faltando. A culpa é do sistema, que através da grande e poderosa mídia, promove falsos valores, para lucros não poucas vezes indevidos e fabulosos.
Enquanto isto, muitos talentos são postergados.
A única escapatória é a ciência. Cada vez mais, surgem nomes inigualáveis.
A mim me parece, se não caio em bruto erro, que a questão hoje é de sobrevivência. Se o trabalho não permite derivações, é a regra do jogo. Lutar conta ela não é possível.
Quem consegue burlar esta regra, diz o que quer.
Mas são poucos, infelizmente.
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 17 outubro 2009 às 22:32

A vitória de Baco/Diego Velázquez




As noites de verão eram agradáveis. A suave brisa vinda do mar tornava a varanda do clube náutico muito simpático.
Os casais conversavam sobre os mais diversos assuntos, mas o mar, os veleiros e as técnicas dominavam a falação acompanhada de cerveja.
Se você conhece um clube náutico, sabe que existem dois grupos distintos: o grupo da vela e o das lanchas. Cada um tem sua rodinha. Por volta das onze, onze e meia da noite, iam-se embora.
Um casal jovem passou certa noite por um problema. Nada coisa séria, mas que ficou conhecido.
Moravam numa casa, e a mulher abria o portão para a entrada do carro, enquanto o motorista, armado, tomava conta. Era sempre assim, anos.
Certa noite, um tipo não arrebentado pela vida, mas também sem nenhuma aparência decente, completamente embriagado, tentou pular o portão de ferro que a mulher já havia fechado. Seu marido, ainda um moço de vinte e sete anos de idade, arma na mão, partiu correndo em cima do invasor. Ficou aliviado quando percebeu que não era assalto, ou diabo parecido. Apenas o velho conhecido bêbado do bairro que queria, conforme falou, dormir na varanda.
- Desce daí, moleque.
- Mas eu só quero dormir na varanda.
- Some.
- Vou entrar. Tô com sono.
- Você vai e levar um tiro se não descer agora.
- Então atira! - Ele havia aberto a camisa, desafiando. A esposa, bem jovem ainda, queria entrar na casa com o marido e chamar a polícia.
Casos como este não tem alternativa, gente moça, forte e ainda por cima armado, não suporta ameaças de invasão da sua casa.
- Rapaz, desce logo senão eu vou te encher de pancada.
- Valente, o garotão. Vem dar pancada, vem.
Têm certos fatos que não se explicam. Sem mais estar raivoso, o dono da casa falou para o empoleirado tipo no portão, não demonstrando raiva, mas imenso sarcasmo: “Não vai descer não? Olha, cu de bêbado não tem dono. Vai ser hoje”, e partiu para cima do vadio que não teve medo de arma, nem de levar uma surra, mas diante da ameaça, bateu o recorde olímpico, dos 200 metros rasos, acredito.
O casal riu muito com o fato, e a mulher não conhecia o velho ditado e brincadeira tão antiga. Riu muito, mas ficou espantada com o marido.
Sua inesperada reação resolveu o problema.

Roseane Comentário de Roseane em 1 agosto 2009 às 23:41
Conto Minimalista

Presa por vontade

Era uma moça, que aos cantos se queixava, aos ventos bradava, dum mal padecia. Nem curandeiro curava, e a dor assolava, o sorrir lhe ocultava,era um mal que sofria. A moça
a todos reclamava, quase sem chão estava, ansiava, ansiava desfazer-se do mal que a afligia. O tempo passava, ela chorava, a todos falava, será que a cura viria? Perguntava.
Ninguém entendia pois bela era ela,menina singela,faceira eu diria.Então ela quis revelar, o mal que a punha a lamentar, muitos o dito queriam.Assim ela disse _ “Padeço de imensurável liberdade, assola-me essa leveza, quero almejo estar presa nos laços de um alguém que me liberte dessa imensa , irrefutável sensação de liberdade.” Assim me valho desse anunciar, para exprimir o meu pensar, que o anelar de alguns é de tantos o infindo lamentar.
Roseane Comentário de Roseane em 8 maio 2009 às 14:16
Entre cinzas, negros, amarelos e lilás

Decidi revolver a terra dos vasos. Troquei o amor-perfeito, carecia de lugar mais amplo. É maior. Pus numa antiga cerâmica, qual um tacho de tons laranja amarelados que guardavam um grande arranjo de azuis que empoeirados, nunca morrem.
No pequeno alpendre da varanda bate vento, e um feixe de sol da à cor principal um amarelo mais dourado com nuances lilás em contorno. O tacho as flores e o batente azul desbotado, envelhecido do alpendre fazem tudo ser uma verdadeira pintura. Tal é a sensação mais crível quando é azul lá fora então há um fundo vivo com direito a algumas generosas porções de algodão.Infinita e radiosa beleza.

Ontem acordei febril e com tosse, tomei um chá e atei minha rede no meio da varanda era de lá que vivia a obra de arte que são os meus lindos amores- perfeitos. Aos poucos pesam os olhos e os cerro lentamente. Tomo-me em viagem e descanso.

Vejo dois distintos jardins um em cores outro em negras fagulhas, flores carbonizadas, fuligem, metros entre o preto e o cinza. Caminho meio as flores, muitos Girassóis que volteiam conforme ando como que coreografado, seguem-me em movimentos procuro então dele a saída e num repente as flores amarelas roubam-me o ar, sem gás empalideço, eles roubam-me o sangue. Quase desmaio, lívida olho em frente e uma pequena passagem me sorve daquele mal sentir.Sinto o aspirar recobrado, estou meio ao jardim dissipado. Caminho por entre cinzas, mas meus pés permanecem limpos e confortáveis. Um ar salutar não condiz com a falta de vida, viço. Mas é lá que respiro. Em quilômetros entre os frangalhos, indistintas flores destruídas, vejo um pequeno destaque em amarelos e lilás. Caminho até ele encontro ali meio as cinzas o meu tacho de amores-perfeitos, vivos, orvalhados em buliçosas cores, aroma doce destilando. Ao aproximar desapareço,ele e eu somos um, nos confundimos.Mas uma certeza, é ali que queremos ficar.

Quase as vinte acordo em suores, já estou bem, a febre se foi. Olho em volta, percebo ser noite, há um forte aroma imperturbável de flores no ar. Pareço que voltei, retornei não sei ao certo.Olho meus pés, e surpreendentemente estão sujos, completamente negros como que houvessem pisado carvão.
Sem muito entender olho em volta, esfrego os olhos, minha flor está lá. Mas bem abaixo de minha rede, como um presente, está deitado um lindo e vivo Girassol.

A terra queima, mas há uma flor no coração daqueles que crêem no partilhar, no preservar, quer sejam flores, frutos ou belos sentimentos, como o amar verdadeiramente.
Agora sim. Posso dormir desta vez envolta e aconchegada em muita paz, muitos tons de amarelos e lilás.

Myriam Peres Comentário de Myriam Peres em 10 fevereiro 2009 às 11:37
A campainha

(verídica)


O tempo, naquele dia, estava escuro. Nuvens negras ficavam andando de um lado para o outro, em atitudes ameaçadoras, com esgares de pura instabilidade. Muitas pessoas correndo para se abrigar, pois era iminente o temporal. Pingos grossos, pesados já tinham iniciado seu trabalho e, era engraçado, como as pessoas tinham medo de se molhar. Por que? Não saberia explicar, simplesmente tinham e eram grotescas as maneiras pelas quais elas se esgueiravam entre poças d’água, pulando feito crianças com os gritinhos ensurdecedores brotados de suas gargantas em verdadeiros disparates. Eu também aproveitei a oportunidade para acentuar o alarido dos passantes, aproveitando as criancices que sempre teimam em se fazer presentes, em determinadas horas. Pensei comigo como seria bom estar em casa, no meio da família, no aconchego dos abraços e na segurança da paz envolvente!

Meu nome é Marta, sou filha de pais maravilhosos que, conseguiram fazer dos filhos, pessoas de grande valor espiritual e compensatório na difícil arte de viver. Tenho dois irmãos, ambos já na próxima fase de trabalho, pois iriam encerrar as respectivas faculdades naquele ano. Eu, por ser a mais velha, já tinha me libertado dos bancos escolares e enfrentava a dura tarefa de me adaptar ao primeiro emprego como artista plástico, ramo em que sempre me dediquei com afinco e amor, pois não poderia ser de outra maneira, minha vida. Sempre admirei o belo, em todas as sua formas de expressão. Claro que esse início tem sido muito ameno, apenas o de ensinar às pessoas a arte da observação. É fascinante ver como elas passam a saber ver e analisar qualquer forma, sem os grilhões impostos ao simples olhar. displicente e descontraído. Há muito, era mister para mim ficar observando e valorizando tudo que a natureza, em sua total exuberância, nos oferecia. Ora em termos de cores, com seus matizes, ora com as fantásticas ofertas de luz e sombra, oferecidos. Ficava horas seguidas, dando largas à minha imaginação de simples expectadora, na época. Eram momentos só meus e, eu não me permitia, compartilhá-los com ninguém mais, tal a seriedade em que ficava a cismar, embutida nas minhas reflexões.

A chuva, com seus salamaleques, me enfeitiçava ao perceber a imensidão dos valores que ela nos protegia e ofertava oportunidades para nossa sobrevivência, por esse motivo mesmo, ao mesmo tempo em que eu vagava na beleza das águas caindo, mais desejava estar no recôndito do meu lar, gozando das benesses familiares.

Acelerando os passos, eis-me defronte à minha casa num bairro residencial,e acolhedor. Era um edifício de três andares na cor branca, enriquecido por amplas pedras em cantaria, que faziam-no ficar elegante e convidativo viver lá, com as janelas verdes, dando um ar fantasioso e agradável. Cada andar tinhas dois apartamentos, dando-nos a impressão de ser uma casa, uma só família, dada à proximidade com todos os moradores, pessoas de tão grato conhecimento. Ali, éramos uma só família, unida, dividida pelos seis apartamentos. Éramos assim como todos em um, que muito nos alegravam e nos tornavam felizes. Adentrando, depois de um dia de labuta, eram os normais acenos alegres de receptividade de uma família feliz.

Pensei logo em como era bom estar em casa, no agasalho das roupas e do ambiente, protegidos da chuva e do frio que sempre vinham acompanhados. Como era quase hora do jantar, fiquei na sala de estar, naqueles papos intermináveis e agradáveis, ora trocando idéias sobre os acontecimentos do dia, ora ouvindo as estórias que sempre surgiam para aumentar nossas confidências familiares. Jantamos e, logo depois, eram constantes nossos envolvimentos em assuntos sobrenaturais que o ambiente daquele dia chuvoso e escuro, nos favorecia. Surgiram estórias e mais estórias, mas sempre versando o mesmo assunto: mistérios do sobrenatural. Era, talvez que no entusiasmo da escuridão do tempo lá fora, que saboreávamos tais momentos com mais interesse.

Naquela noite não foi diferente. Logo depois, com o temporal, veio a falta de luz para nos animar ainda mais, mas ela voltou logo depois e a efervescência do assunto amainou um pouco. No vai-vem dos intervalos, encetamos as mais diferentes estórias e, foi a festa total. Falávamos com aquele ímpeto de como é bom termos amigos que nos deixam dialogar e saborear todos os assuntos, sem censuras. Por causa disso digo, que mesmo se os assuntos não fossem os mais importantes, davam sempre a sensação de completa liberdade de expressão e entendimento recíprocos, fazendo-nos soltar as imaginações.

Bem, o tempo nesse dia passou rápido e começamos os preparativos para dormir, cada um com seu ritual próprio, dando de vez em quando, umas beliscadinhas em petiscos que sempre tínhamos para comer antes de deitar, chamados belisquetes, em termos domésticos.

Já era quase meia noite. A campainha toca, minha mãe se dirige para a porta e olha pelo visor. Nada vê e, pensando que tinha sido um vizinho, abre a porta. A portaria já estava fechada, pois o porteiro a fechava às dez horas e ela ficou intrigada, mas, pelo avançado da hora não quis bater nas portas dos outros apartamentos. Ela disse que quem tocou a campainha, iria tocar novamente e ficou na sala, esperando. Chegou a comentar conosco que o apartamento de um médico estava fechado, porque ele estava de férias e tinha viajado com a família e com os empregados. O outro apartamento era de um casal recém casado e que ainda não tinha voltado da lua de mel, estando as chaves guardadas com ela. Então, por eliminação restavam três apartamentos sem contar com o nosso, claro. Os demais, todos eles eram de pessoas idosas que se recolhiam sempre cedo, mormente com a noite chuvosa e extremamente escura como aquela. Estava o maior silêncio , então ela resolveu apagar as luzes da sala e foi para o quarto dela. O relógio da sala, um carrilhão bate meia noite e meia, pois batia de meia em meia hora. À uma hora da manhã, em ponto, a campainha volta a tocar. Meu irmão levanta e vai atender a porta. Ninguém estava por lá. Silêncio total

. Que coisa estranha! Eu perguntei a ele quem tinha sido e a resposta foi: ninguém . Levantei e, num misto de curiosidade e estupefação, resolvi subir os dois andares pela escada, pois não tinha elevador e nada encontrei, nem réstias de luz debaixo das portas que pudessem evidenciar alguém acordado. Nada, a não ser um silêncio insuportável. Intrigada, voltei pra casa. Então meus pais já estavam na sala e comentavam o acontecido. O carrilhão bate as duas horas em ponto e, logo em seguida a campainha tocou estridentemente sem parar. Corremos para abrir a porta e não tinha vivalma por ali. Foi um rebuliço doido lá em casa, ninguém foi dormir mais, ficamos na sala mordiscando guloseimas e comentando o acontecido. As mais diversas opiniões foram trocadas, até de um possível curto na campainha, mas isso não formava sentido pois os toques eram organizados em horas certas inteiras, que nos deixavam à deriva de outras conjecturas que não fossem as de coisa sobrenatural. Ali nas nossas barbas acontecendo, não era apenas especulação e sim veracidade inexplicável, mas era. Isso perdurou a noite toda de hora em hora, pontualmente. Assim que se aproximava da hora inteira, já ficávamos de olho na porta, com o coração na mão, naquela expectativa. Quando deu perto das cinco horas, meu irmão mais velho se postou perto da porta com a mão na maçaneta para, num ímpeto, abrir a porta e resolver logo de uma vez por todas aquele mistério. Bate o relógio as cinco badaladas e a campainha estridentemente toca. Meu irmão abre rápido a porta e, nada vendo, olhou para a campainha estava espetada até o final, tremelicando, nervosamente, como se alguém a estivesse deliberadamente apertando. A campainha não parava de tocar sinistramente, estrondosamente...

Meu irmão, no meio da berradeira que nós fazíamos meteu a mão e a arrancou da parede nervosamente. Os gritos foram tais que os moradores dos outros apartamentos vieram nos acudir e, quando souberam do que tinha acontecido , começaram também a gritar. Nota-se que a porta de entrada do prédio era uma porta super pesada de ferro batido e sempre trancada com fechadura de segredo.

No dia seguinte, chamamos o eletricista para vistoriar algo errado na campainha e nada encontrou, estava perfeita.

São coisas que acontecem na vida que não sabemos explicar. O eterno mistério do sobrenatural, mas uma coisa ficou guardada conosco nas nossas mentes interrogatórias, de tenebroso e injustificável

Nada fazia sentido e não conseguimos correlacionar este acontecimento a nada.

Nunca mais, ao toque da campainha, ficamos tranqüilos. Sempre uns gritinhos para nos acompanhar e fazermos especulações as mais variadas possíveis. Teria sido um aviso? De que?

Difícil responder, mas existe um ditado popular que diz: “ Yo no creo en brujas pero que las hay, las hay.”.



(acontecido comigo e familiares)

(nomes fictícios)

Fim

Myriam Peres
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 29 janeiro 2009 às 11:43
Miniconto

Um homem. Tudo bem.
Uma mulher. Até aí, nada demais.
Um homem e uma mulher. Lá vem discussão!
Quem é o poeta? Comentário de Quem é o poeta? em 30 novembro 2008 às 20:58
DO IMINENTE PERIGO

Mário Osny Rosa

Quando da última reunião o colegiado do senhor prefeito não tinha chegado a uma decisão concisa do que deveria ser feito para enfrentar o tal perigo da grande enchente na Sapolândia ele volta e convoca nova reunião.
A chuva deu uma trégua de um dia, mas a noite voltou a chover torrencialmente e todos os moradores da comuna ficaram assustados, pois os mesmos pediam medidas urgentes diante daqueles problemas.
O prefeito convocou a nova reunião do colegiado da administração municipal, com a certeza que desta feita eles teriam encontrado as soluções que ficaram pendente na última reunião.
Dada à urgência todos compareceu a reunião, pois o clima não era nada bom naquele momento, o Senhor prefeito abriu a reunião fez um rápido e sucinto relato do que tinha acontecido desde a última reunião, continua muitos problemas sem solução os sistema viário com muitas barreiras sem as possibilidades de serem removidas, pela dificuldade de contratar empresas para dar soluções aos problemas os mais urgentes.
Depois deste relato colocando o colegiado a par da situação, deu inicio a reunião: - passou a palavra ao secretário do colegiado que leu a ata da última reunião, que foi aprovada por unanimidade pelos presentes. O prefeito em nome da população pede urgência ao colegiado com relação a todos os problemas mais urgente, já se falava até na visita do presidente, para ver de perto os estragos da chuva essa era a noticia que o colegiado tinha, mas o prefeito queria saber quais as soluções que eles encontraram para resolver os problemas era o assunto do momento.
O colegiado achou que o prefeito deveria editar uma Medida Provisória, para contratar as empresas sem as devidas licitações, para retirar as barreiras de terra e rochas que obstruía as estradas e vielas da cidade, pois a mesma estava amparada dos requisitos de urgência e relevância naquele momento.
O colegiado fazia algumas observações para a devida licitação, pois na medida provisória deveria estabelecer os critérios da contratação destas empresas, sua honestidade, cumprimento do prazo de termino do trabalho, bem como não haveria nos contratos adendo de aumento dos preços contratados, tudo em função dos parcos recursos disponíveis, e ainda não teria previsão de receber recursos imediatos do governo central.
O senhor prefeito acatou a proposta do Colegiado, e chamou seu secretário e pedindo que elaborasse referida medida provisória que seria assinada naquela tarde em seguida enviada para a aprovação do legislativo.
Depois da sua aprovação a administração faria a chamada das empresas, para apresentarem as proposta e a devida contratação da empresa vencedora.

São José/SC, 26 de novembro de 2008.
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Recompondo-me Comentário de Recompondo-me em 30 novembro 2008 às 18:29
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Breve, lançamento.
Se você me pedir. é óbvio!
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