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Quem é o poeta?

Nas águas do mar 2 respostas 

Iniciado por Quem é o poeta?. Última resposta de Quem é o poeta? 14 Jan.

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22 Comentários

Roseane Comentário de Roseane em 27 junho 2009 às 0:12
Mar II

Maré alta
Volumosa
Pré(a)mar.


Mar III

Manso

Mansuetude.
Baixa_mar.


VI
O mar encher
Transbordar
No teu soluçar.
Priscila de Loureiro Coelho Comentário de Priscila de Loureiro Coelho em 21 junho 2009 às 18:07
O Mar


Caminhando pela praia, pensativa
Um dia uma jovem se indagou:
Oh! Mar... Conserva-me sempre cativa
Mas nunca anda por onde vou

Observo-lhe com paciência
No ir e vir de seu corpo maleável
Dá-me a idéia de onipotência
E em sua agitação é impenetrável...

Não resisto ao sutil apelo
Que suas ondas sugerem para mim
Reparo seu total desvelo
Ao abraçar o que alcança, até o fim

Entrego-me aos seus cuidados
Deixando que meu corpo seja envolvido
Sinto todo ele enlaçado
Pelo seu, que me envolve enternecido

Então sigo sozinha a caminhar
Levando apenas a lembrança de você
E sempre que me ponho a pensar
Relembro sua força e seu poder...

Mar... portentoso em sua majestade
Permanece altivo a me observar
Deixa em mim o gosto da saudade
E a eterna vontade de voltar...


Priscila de Loureiro Coelho
Roseane Comentário de Roseane em 8 maio 2009 às 12:39
Morar na Praia

Em casa da janela o mar dava para ver,
Tinha farol, candeeiro e lamparina,
Tinha luz das estrelas, luar que fascina.
Brincadeiras de roda ao anoitecer.

Meu pai de crianças rodeado
Contando do Imaginário Assombrado
Tinha mar... contemplação,
E viagens da minha imaginação...

A melhor lembrança,
Que faz rico o meu poetar
São as imagens de criança,
Da varanda, via o mar...

E então quando a noite chegava
Logo o sono ia chegando,
O som que me embalava
Eram ondas na praia quebrando...

Encher,
Vazar, Encher,
Vazar...
Tanto mar... Tanto mar...


# lembranças da infância em Salvaterra-Marajó, onde vivi. Melhores lembranças!
Por lá habitavam o meu imaginário, o imaginário popular: Matinta – Perera, Boitatá, Curupira, Cobra Grande, Iara, Boto, Mãe-dágua, Caipora, Cobra Norato, e tantos mais...
Nossa casa ficava a beira da Praia...

Roseane Ferreira
Roseane Comentário de Roseane em 7 maio 2009 às 0:37
Eu e o mar,

Meu mar vou te apresentar,
Dele me aproprio, pois que a mim e meu desaguar já conheces,
Abrirei então janelas, mostrarei o mar, praias e rios, os entremeios deste mundo tão líquido, das chuvas abundantes, torrentes de amor que no viés, virão.

Que é do mar se não o céu?
E o céu se não o sol e o azul?
Que é dos dias quentes se não o aliviar das chuvas?
E dos amantes se não a lua, o deleite?

Que é de mim, de nós se não o amar?
E do azul, se não teus olhos?
Meu céu...


Ah, o mar...
Mostrar-te-ei, estarei perto para sentir teu calar diante do belo que se desenhará, ofertará aos teus olhos...
Areias claras, todo o salobre das águas,
O sal daqui,
Que te banhará,
Que nos tocará,
Aguardo-te com mar, sol, chuva, luar, calor...
E minha alegria a te esperar...

Nós,
Eu e o mar...
Guida Linhares Comentário de Guida Linhares em 18 abril 2009 às 18:48
NO FUNDO DO MAR
Guida Linhares

Perdidos na profundeza do oceano,
dois corpos vagavam solitários,
sem nada mais buscar.

Seus mais ansiados sonhos,
haviam se desfeito na erosão do tempo;
nada mais ansiavam encontrar.

Haviam entrado no mar profundo,
angustiados com o viver na terra,
depois de tantos caminhos palmilhar.

Queriam encontrar a paz maior,
aquela que aquieta o coração;
no fundo, queriam ser amados e amar.

E quando os olhos se tocaram,
e as batidas do coração se fizeram ouvir,
juntos ficaram a se aconchegar!

***
Aurea Charpinel Comentário de Aurea Charpinel em 15 fevereiro 2009 às 10:28

Trovinhas Marinhas


(Aurea Charpinel)

As ondas, beijando a areia
Um segredo vêm contar...
Foi o canto da sereia
Que fez o encanto do mar.

O mar, quando em mim passeia
Beijando-me, diz: quem és?
Tem tanto ciúme a areia
Que afunda sob os meus pés...

Saudades que vão e vêm
Nas ondas do verde mar
Dizem que me queres bem
E algum dia hás de voltar...

O mar devolveu a rosa,
Na areia eu a vi chorar...
Não culpe as ondas, formosa!
Quem jogou você no mar?
.
Regina Lyra Comentário de Regina Lyra em 21 janeiro 2009 às 19:50
CARINHO - Regina Lyra

Mar,
Como as tuas ondas
Acariciam a areia
E a tornam sua mulher,
Sua esposa,
Sua amante.

Mar
Dos recém casados,
Dos enamorados,
Mar sem preconceitos,
Mar sem dono,
Mar que eu amo.

Mar dos que buscam
Na tua presença
A calma,
A solidão,
A compreensão
Que sabes tão bem dar…

Lyra, Regina. O Livro das Emoções. João Pessoa: Ed. Universitária (UFPB), 1998.
Quem é o poeta? Comentário de Quem é o poeta? em 5 dezembro 2008 às 23:49
MAR DESAFIA O PINTOR

Mário Osny Rosa

Com um céu de brigadeiro
Fica a se espelhar.
Já mostra mesmo ser herdeiro
Naquele manto do mar.

Quem pintaria tal cenário
Na mão de um artista.
Era pintar já um canário
Com sua imagem a vista.

Deste mar e deste céu
Fica no imaginário.
É um manto com seu véu
Como um lindo relicário.

São José/SC, 5 de dezembro de 2008.
www.mario.poetasadvogados.com.br
www.poetasadvogados.com.br

Quem pintaria tal cenário
Na mão de um artista
Era pintar já um canário
Com sua imagem a vista
Marcilio Medeiros Comentário de Marcilio Medeiros em 5 dezembro 2008 às 21:14
REFLEXO

Olho o mar que é meu, distante
e o mar em mim contempla o outro
igualmente arisco, desperto em simetria

e a possibilidade que em mim se esticaria
reside no arquear rebelde do afago morto
que se revolve em volta de si neste instante

Há avanço retrocesso no pulsar da fome
em dirigir-se ao entrelaçar da cópula
em reter-se à praia cru do contemplamento

Como prender na respiração o que é vento
ou conduzir na água o que é nódoa
da onda que não ousa dizer o nome?

Marcilio Medeiros
Yaseret D ' Lima Comentário de Yaseret D ' Lima em 3 dezembro 2008 às 23:08
MAR

Olhando tu dispas sem recato
enquanto entre ondas como braços
tua pele acariciada pela espuma
impregnada de salitre como aroma

Ancorado num porto sem destino
navegando o nada de um caminho
marinheiro sem catalejos e sem rumo
vagabundo em procura de horizontes

Remanso de uma noite de verão
de espumas brancas orillando o céu
a brisa agreste selvagem rompe amarras
entregando tua humanidade à areia.

Yaseret
 

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faça novo o teu ano

Neste ano-novo, faça-te novo, reduzas a tua ansiedade, cultivas flores no canteiro da alma, regues de ternura teus sentimentos mais profundos, imprimas a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Mira-te em ti mesmo, assumas teus talentos, acredites em tua criatividade, abrace com amor tua singularidade. Evitas, porém, o olhar narciso. Sejas solidário; aos estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não seja refém de teu egoísmo.

Cuida-te da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflitas, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhas, pratiques exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não temer as marcas do tempo em teu corpo. Freqüentes também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faças como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixes passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que o cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saibas que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberas a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa.

Arranque de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indagues a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela viestes e a ela voltarás; hoje, vives do beijo que lhe dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixas que Deus acampe em tua subjetividade. Aprendas a fechar os olhos para ver melhor.


frei betto

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