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PAIXÃO SAUDADE AMOR

Iniciado por joão raimundo 8 Jan.

Clicia Pavan

"POESIAS_SAUDADES 5 respostas 

Iniciado por Clicia Pavan. Última resposta de Clicia Pavan 8. Dez, 2008.

Quem é o poeta?

Parabéns 1 resposta 

Iniciado por Quem é o poeta?. Última resposta de Clicia Pavan 27. Nov, 2008.

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39 Comentários

Eliza Augusta Gouveia Gregio Comentário de Eliza Augusta Gouveia Gregio em 14 maio 2009 às 22:47



ABANDONO


Linda mulher que tanto vive a sofrer,
Sempre a perguntar! O porquê que
este mundo faz questão de me bater.
Seis filhos a criar, sem saber como fazer.

Quem de mim cuidava, veio a morrer, fiquei tão só!
Sofrer, chorar, morrer, isto não vai resolver.
Dar meus filhos em adoção, nem pensar,
pois é comigo que vão ficar!

Aquelas crianças sofriam.
A mãe de tanto trabalhar, nem tudo lhes podia dar,
eram abandonadas a este cruel destino.

Hoje somos cidadãos respeitados pela sociedade.
Agradeço a Deus pela mãe que nos deu.

Ela lutou e venceu, sua missão na terra se cumpriu.
Hoje no céu descansa desta vida cruel.
que só nos deixou tristes lembranças de uma vida sofrida,
de um vazio no peito e uma saudade imensa.



Eliza Gregio
Roseane Comentário de Roseane em 8 maio 2009 às 12:37
Mapa //Desvelado

Não há uma só luz// tênue ou radiosa
Só do seu olhar // refletida no teu cristalino
Que não saiba // da existência um acalanto
Da minha sombra // a sonância dos meus ais.


Não há um só // tácito meneio
Abismo meu // teu exalar dulcificado
Que não caiba // entranhado no meu ser
Em suas mãos // entre o sangue a fluir.


Não há nenhum // líquido da tua presença
Silêncio meu // dolente assim
Que não ecoe // ressonando, repercutindo.
Nos seus ouvidos // ao seu velar.


Não há uma só // marca ou inscrição
Parte do seu corpo // grafada ou impressão
Que não me tenhas // dedilhado, escrutado.
Desvelado. // Revelado.

Marcos Oliveira // Roseane Ferreira
Guida Linhares Comentário de Guida Linhares em 18 abril 2009 às 18:52
MAR DE SAUDADE
Guida Linhares

Quando te sinto triste,
minha maior vontade,
seria estar ao teu lado,
para fazermos da nossa tristeza,
um pacote bem fechado,
jogado no mar da saudade.


Quando te percebo alegre,
um sol ilumina o meu dia,
E nele, descanso a alma,
porque nela entra a tua alegria.
Do cotidiano sem calma,
ela é o bálsamo que o suaviza.


Quando te vejo saudoso,
envolto em mil sentimentos,
gostaria que soubesses,
que de todos os lamentos,
o pior seria se sumisses,
levando contigo nossos momentos.


Quanto me percebo inquieta,
talvez quem sabe, pela distância,
lembro que nos propomos a uma meta,
mergulhando num oceano de ânsias,
em que juntos seguiremos uma reta,
em busca da almejada felicidade.

Santos/SP
Clicia Pavan Comentário de Clicia Pavan em 12 fevereiro 2009 às 12:52
Versos soltos
Perfume de flor
Versos de uma saudade
Que não me deixe,dormir
Clicia Pavan
Myriam Peres Comentário de Myriam Peres em 12 fevereiro 2009 às 11:27
Veneração e Respeito

Respeito a mim como um todo
Numa esfera de irreal anseio
Num mar de recatados sonhos
Na essência que me formou um dia
Esta existência cheia de esplendores...

Minha vida que se sintetizou
Num eco imenso seja como uma flor
Que brota em veios de ternura intensa
Numa mística de carinhos e calor
Que me ampara e que me dá amor...

Respeito muito minhas lágrimas
Que sendo santas me purificam
Que sendo alvas me iluminam
Que sendo amigas me acalentam
Das dores que me sacrificam...

Respeito e venero meus braços
Que amparam e entrelaçam meus amores
Deixando minh'alma enternecida
Envolvendo meus sonhos multicores
Alertando que um dia cairei vencida
No meio de ternuras e amores...

Respeito minhas mãos que te afagaram tanto
Em momentos de irresistíveis anseios
Nos instantes em que nos esquecemos
De calar o mundo com satisfações devidas
Na inocência dos muitos devaneios....

Respeito minhas pernas que me conduzem
Em passadas trôpegas de emoção
Caminhando loucas em tua direção
Num desespero de chegar ligeira
E sentir logo tua presença inteira...

Respeito meus olhos que te fitam com fervor
Que me trazem tua imagem pra poder compor
As maravilhas que sinto sorrindo
Neste acalanto de poder dispor
Tanta emoção em ti, meu amor...

Respeito o ar que inalo e me dá vida
Em estertores cadenciados e firmes
Que me fazem suspirar nas entrelinhas
Ousando poder assim me alimentar
Dessas ilusões que são só minhas...

Respeito enfim meu coração
Que bombeia vida e que me dá perdão
Que brinca de esconde-esconde em minha direção
Mas que me afaga com carinho imenso
Nesta trajetória, nesta ilusão...

Myriam Peres
Clicia Pavan Comentário de Clicia Pavan em 10 fevereiro 2009 às 21:49
Versos de saudade
Clicia Pavan

Amor canção de saudade
Perfume de flor
Amor insano, sentimento
envolto em encantamentos

Amor, versos de uma alegria
louca, lasciva e doce!
Versos de queixume
De cinzas ao lume
Que arde-me o peito!
Versos de uma saudade
Que calada caminha
ao meu lado
Francisco Sérgio Souza de Araujo, o poeta Chico Araujo Comentário de Francisco Sérgio Souza de Araujo, o poeta Chico Araujo em 3 fevereiro 2009 às 21:32
DE VOLTA

Chico Araujo

já não me ponho adiante
tudo
me traz
o antes

sol lua
dia noite
meus passos
pelas ruas
imprimem
os rastros dos ontens

então o peso
que não é cruz
nem gera dor
- marca desejos
e silêncios de amor...

saudade
sopros de um tudo
que o vento...

tatuagem
trilhas traçadas
que o tempo...
Myriam Peres Comentário de Myriam Peres em 3 fevereiro 2009 às 16:58

Até mais...
Palavras duras, atrevidas
Os estrondos de portas batidas
Foram minando meu coração
Os luares se arrefecendo
E eu sem mais ilusão...

Há muito estou calada
Nem ligo agora pra nada
Estou comigo sozinha
Para mostrar que já passou
Aquele alvoroçar do amor...

Estava passando, eu nem notava
Acabando estava, nem me importava
Porque os escombros deixados
As cinzas que me lançaste
Foi punhal e me mataste...

Foi diluindo, se evaporando
Sem base fica sem pedestal
As imagens sumiram infinitas
As procuras findaram aflitas
Nem se notava o toque final...

Pensando bem foi uma boa
Pois era som que não mais entoa
Com a névoa espessa a mostrar
Que o que se finda e acaba atoa
Não vale mais se recordar...

Do silêncio fez-se a luz
Dos ecos mudos foi me mostrado
A porta fechando, tudo se acabando
Ao mesmo tempo outra se abria
Trazendo alento sem agonia
Era a liberdade que se oferecia...

Portas são nossas janelas
São nossos parapeitos e esperas
São feitas pra se adentrar
Não pra sair e sim pra ficar
São esperanças pro nosso amar...

Silêncio, cala-te voz
Fica muda nesta passagem
Não vês que estou me mudando
Estou livre e me gostando
Indo viver, me libertando...

Myriam Peres
Clicia Pavan Comentário de Clicia Pavan em 30 janeiro 2009 às 18:58
Fragmentos.....
Clicia Pavan
Com vontade dos teus beijos,ao teu encontro voei
Voei no tempo,e vi na prata dos teus cabelos
Que sentias saudades tambem
Rastro do tempo,que a volta não pode apagar
Pois a saudade é tecedeira,disso eu tenho certeza
Teceu um manto,cor de pranto
Para me cobri de tristezas...
Clicia Pavan Comentário de Clicia Pavan em 30 janeiro 2009 às 18:55
Fragmentos de saudade
Clicia Pavan
Saudade devaneios da solidão
que devagar chega ao meu coração

Saudade momento de ilusão
Como um álbum de recordação
abro a página guardada no meu coração
Enuviando meu olhar

Saudade que volta agora, o que foi outrora
Saudade névoa de melancolia
História de uma vida
 

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faça novo o teu ano

Neste ano-novo, faça-te novo, reduzas a tua ansiedade, cultivas flores no canteiro da alma, regues de ternura teus sentimentos mais profundos, imprimas a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Mira-te em ti mesmo, assumas teus talentos, acredites em tua criatividade, abrace com amor tua singularidade. Evitas, porém, o olhar narciso. Sejas solidário; aos estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não seja refém de teu egoísmo.

Cuida-te da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflitas, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhas, pratiques exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não temer as marcas do tempo em teu corpo. Freqüentes também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faças como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixes passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que o cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saibas que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberas a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa.

Arranque de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indagues a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela viestes e a ela voltarás; hoje, vives do beijo que lhe dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixas que Deus acampe em tua subjetividade. Aprendas a fechar os olhos para ver melhor.


frei betto

Feliz 2009!
 

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