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Iolanda Brazão Comentário de Iolanda Brazão em 22 novembro 2009 às 14:39
Das profundezas do meu ser - Iolanda Brazão
Das profundezas do meu ser...
Brotam sentimentos que jazem dentro em mim
São tantos... Tão diversos.
Que alguns calafrios eu posso sentir.
Alguns até ruborizam minha tez.
Já outros:
Comiseração, lástima...
Em seguida...
Emoção, compaixão.
Assim em meios de tantas contradições.
Vou vivenciando atenta estas variações.
Não ter nunca a certeza de minhas reações,
deixam-me assustada.
Isso não pode ser normal.
Não deveria ser assim.
Acontece... Que é assim ,sim.
Por que não?
Se fosse o contrário...
A vida não teria graça.
E a emoção seria meramente prosaica.
Doroty Dimolitsas Comentário de Doroty Dimolitsas em 30 outubro 2009 às 2:06
O silencio do amarelo
De Van Gogh
Brilha a Iris de meu olhar.

Dora Dimolitsas
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 29 outubro 2009 às 22:00
Você (soneto)

Penetrou meus poros, entrou n'alma
Entrou sem pedir licença nem nada
E chegou trazendo uma grande calma,
Enchendo brechas como fosse fada.

Qual foi o anjo que do Céu lhe mandou
Alegrar a vida que passava nua?
Por capricho, uma armadilha enviou
Deixando-me como uma carne crua.

Que pronta para ser bem devorada
Como num bote felino saltado,
Pois esta hora é mais que chegada.

Assim chegou minha doce querida
Como se presente feliz, amado
Para completar minha alegre vida.
Roseane Comentário de Roseane em 1 agosto 2009 às 23:44
Haveres e existires

Há ainda uma vontade que não sacia,
Há nos brancos papéis vazio que clama,
Na cama arrumada vontade do desalinho,
Versos que querem ser ditos pelo caminho,
Palavras que rebuliçam, corpo que inflama,
Vontade insone de amar que se anuncia...

Há letras de invisível alvura que esperam
Escondidas sob véu transparente do querer
Há um baú de intenções com lacre de giz
Contido de resolutas paixões que urgem viver
Há cenas, aquarelas que não se compuseram,
Um desvelar velado de tudo que não se quis...

Há um confidenciar de acordes que não rimam
Entre letras que entremostram e sentir que não cala
Há tenuidades no insinuar ávidas por indagação
Transitoriedade interior que revolve e avassala
Há sonhos nebulosos passíveis de continuação
Da vida real, dos desejos que a alma assolam.


Há um sim não pronunciado
Um “NÃO” não decifrado
Uma porta tão somente encostada
Com fitas de seda trancafiada,
Vozes soluçando encarceradas
Assombrar acabrunhado...

Janela com cortinas de vento...
Embotada vontade de voar...
Há do viver um infinitar
Dores que alongam o pensamento...



Dias e noites,
Aglutinados...
Sombras e solidão...
Justapostas...
Jorge Cortás Sader Filho Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 23 junho 2009 às 0:39
Recado


Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem.
Que ainda posso falar
O que na cabeça me vem.

Que a Vida vai passando
Como é de se esperar.
E eu sempre teimando
Insisto no meu lugar.

Desistir não posso nem devo;
Não há lugar pra fraqueza
Se no contorno d’alma o relevo
Não me mostra tibieza.

Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem,
Que ainda posso amar
As coisas que o mundo tem.

Diga também, por favor,
Que embora com a alma ferida
Ainda sinto o ardor,
Nas veias da minha Vida.
Guida Linhares Comentário de Guida Linhares em 18 abril 2009 às 18:55
ROSAS DA SAUDADE
Guida Linhares


Um dia me trouxeste rosas
e ao me entregar,
teu semblante era sereno.
Teus olhos sorriam
com a luz da amorosidade!

Eu tão feliz fiquei,
que lágrimas de emoção
consegui a custo conter.
Um doce beijo selou
a nossa felicidade!

Colocadas num vaso de cristal,
as rosas simbolizavam
nossos anseios e sonhos.
Buscas da vida,
um percorrer em cumplicidade!

Elas se mantiveram belas,
até o dia em que esperei,
e tu não viestes.
Na xícara de porcelana,
o chá de jasmim fumegava,
no vazio da fria tarde!

E a sua fumaça misturava-se
às minhas lágrimas que caiam.
Olhando as rosas percebi,
que elas estavam murchando,
chorando de saudades!

Rosas também choram,
sensíveis seres da natureza!
Na proteção de seus espinhos,
a defesa da sua beleza!
A sábia lição de Deus à humanidade!

Santos, SP

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3261
FATIMA MOTA Comentário de FATIMA MOTA em 9 março 2009 às 13:03
Minha melhor fantasia: ser mulher


Quis ser esposa, companheira

Fui amante, caliente, desertei os meus desejos

E acarinhei suavemente minha cara metade.

Quis ser mãe, serenamente

Fui amiga, adolescente.Sem pudores: fui confidente.

Quis ser profissional, alçar meus vôos, edificar minha história

Fui mulher in_dependente. Criei asas, hoje vivo a minha glória.

Passei por intempéries, fui discriminada, enfrentei preconceitos

E sem pejo, dei a volta por cima.

Nunca quis ser santa,quis ser gente

Não quis ter uma santificada_mente.

Sonhei alto, gritei aos ventos, tive arroubos , fui insolente, in_dolente

E até me recriminei em dado momento.

Fui rechaço, saco de pancadas.Senti medo!

Fiz a minha história a base de muitos vendavais.

Despertei o bem e o mal,

Fui alquimia, fui fantasia,

Fui desejo e sobejo

Soçobrei em mares bravios.

Sereia, soberana, fui sombra

Encanto e desencanto

Fui emoldurada como santa

Designada como trapaça.

Do vinho, fui a taça de fino cristal.

Fui temerária, fui temida,

Simulei meus medos

Coloquei ungüento nas minhas próprias feridas

Fui bálsamo e ombro amigo.

Fui sândalo, fui sexo

Fui inverso, às vezes reverso

Vencedora, fui vencida.

Fui por vezes, a simbiose do pensamento machista

Esperta, me deixei levar e tramei minhas próprias verdades.

Fui Serafim, os pecados no fogo purificado,

E , como anjo, em harmonioso cântico, levei os homens aos céus.

Não fui apenas Abel, às vezes fui Caim.

Fui cruel, toquei em dores com jasmins

Fui serviçal, simplória, fui fatal.

Fui mistério, desvendado pelos teus dedos

Bruxa, desvendei todos os teus segredos.

Sedutora, silabei amor em puros ouvidos

Fui o canto das madrugadas , solfejei nas serenatas

Do poeta fui o verso mais dorido.

Padeci na iniqüidade

Simulei minha própria dor.

Fui anjo e demônio, eu sei.

De tu, o rei, quis apenas ser rainha

Fui mulher... Cumpri fielmente a minha sina.

Hoje, em prosa e verso, canto a glória de lado a lado caminharmos em igualdade do ser.

Também ainda há controvérsias.

A todas as mulheres que, anjos ou demônios, santas ou impuras, driblaram as incertezas e fizeram a sua história.
Marcilio Medeiros Comentário de Marcilio Medeiros em 28 fevereiro 2009 às 21:42
MITO

Marcilio Medeiros

eras o meio-dia
o magma em vigília
ardência de frutas ácidas
que desata a saliva

tu o Oriente
a anterioridade
a delgada labareda que atingia
com o choque de tua crina

do afago a águia
do fogo castigo
nas entranhas de Prometeu
o resto de todo mito
Quem é o poeta? Comentário de Quem é o poeta? em 21 fevereiro 2009 às 18:44
POETAS UNIDOS

MOR

Se o mundo ficar louco
Logo por amar a bela poesia.
Isso tudo já por pouco
Todo o mundo logo se extasia.

Todos os poetas unidos
Numa luta sem par.
Nunca sejam todos fingidos
Olhando o belo mar.

Vendo a belonave passar
Com seu canhão em riste.
Logo pensando em atirar
Será que a paz resiste.

Na mais bela unidade
Dando seu grito se for capaz.
Com toda a sanidade
Conclamando já pela grande paz.

São José/SC, 21 de fevereiro de 2009.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
caetano trindade Comentário de caetano trindade em 21 fevereiro 2009 às 15:27
Deixo A-ki uma reinterAktion poiÁtica
A Fernando Pessoa2,

Hoje sou a saudade da estrela D’alva
Do que já na existência que em mim vivi
Eu próprio sou aquilo que senti

E nesta linha vertical para curva
Floresce Brumen imperatriz turva
As ervas no planeta que comi

Eu que nao sei onde ou como vivi,
Uma coisa me parece ser,
O ser entre o que sou e que vi
No sono do encoberto aparecer…

Fui assomo doirado nas artes gnômicas,
Com assoma fui Gandhi em terras temporândicas
Daquilo que aqui na vida näo me houvesse pertencido
No meu intuito com alas do meu único pomo ido

Fosse eu um símbolo de linguagem em algum livro subserviente
Dum amigo „caritatoso“ na penungem sedenta de ferrugem
Ele ergue as espadas no crepúsculo do deus doente
Na frutrica bandeiras levanta a semente no império pool demente

Prefiro ficar ignomado no meu destino preso entre eleos e palios sempre a vista
Num painel dourado de chispas de douros contornados num hino incivitas,
No meu hiperponteado de frases com soletrasapos onde o desatino póstumo atino levanta,
Cuja arremecada é um fagulho vitalino que alcanca…

E pelos meus campos ricos de ócios entrevio em mim antilhas musas orfeônicas
Através de, com palavras findando os apartados, a frênesi arte idiônica
Ela me pega de pousada fazendo acrobacias com pórticos velados
Ao sentido velo o mar que veio na noite arraiar sentidos constelados
Em constelacöes triunfosas esguiam partidas mercuriosas
em ritos estrelados
Do alto infinito!

23 de junho de 2007-06-23
 

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