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O Tempo da Paixão

O Tempo da Paixão

© Nathan de Castro

Quando em silêncio visto a fantasia
de um sonho amarelado, perco a hora
do trem fantasma, a rima sangra e chora
deixando o frio, as tumbas e a fobia!

Velórios não me encantam, mas lá fora
a procissão das quadras faz folia
e bailando em meus palcos, sentencia:
__O tempo da paixão é aqui e agora!

Ah!... Meu amigo, não percas a aurora,
pois as canções nas mãos dessa Senhora
do tempo, são fiéis à sinfonia...

Veste o momento e o traje que apavora,
deixa o medo de lado e a poesia,
cumpre, antes que se apague a luz do dia.

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Sonia Nogueira Comentário de Sonia Nogueira em 11 junho 2009 às 13:56
*Para Ser Feliz*

Basta sentir o cheiro da terra
Molhada no solo ressequido
A relva sorrindo sobre a serra
Frutificando afogando o gemido

Olhar na passagem dos anos
A vida, aos poucos minguando
Sem a mácula do peso afano
Como missão de notas glissando

Não deixar o mofo acamado
Oculto no baú do desengano
Liberar do coração o cadeado

Felicidade é a arma que liberta
Está logo aqui, ali, onde plantar
É só deixar a porta entreaberta

Sonia Nogueira *sogueira*
Sonia Nogueira Comentário de Sonia Nogueira em 10 abril 2009 às 12:47
*Lágrimas que Caem*

A manhã hoje amanheceu suave
A saudade resguardada peito adentra
Uma saudade viajando sem entrave
A lágrima na espreita se apascenta

Já faz moradia na face contraída
É companheira infalível residente
Quer na chegada, riso ou partida
Faz da face cordilheira pendente

Na emoção, no abraço é rainha
Faz do olhar seu trono em ritual
Ainda que não desfile se aninha
Na quietude do coração, afinal

É ele seu amigo em cumplicidade
Solfeja e mesma canção e ritmo
Na alegria, na tristeza, na lealdade
São parceiros no ponto mais ínfimo

O amor, que nasce sem permissão
E faz do coração ninho e furacão

Sonia Nogueira *sogueira*
Herculano Alencar Comentário de Herculano Alencar em 10 abril 2009 às 11:36
Atire a primeira flor
Herculano Alencar

Quem não viveu paixões desesperadas;
amou, quase morreu de tanto amar.
Quem não beijou, até perder o ar,
na boca, em outra boca, afogada.

Que não carpiu infindas madrugadas
as lágrimas traídas da razão.
Quem não sentiu no próprio coração
aquela sensação de tudo ou nada.

Quem não buscou refúgio na calçada
do muro que encastela a musa amada
e deu-se em corpo e alma ao violão.

Que atire neste amante indigente
a flor primeira, a rosa indiferente
aos beija-flores mortos de paixão.
Efigênia Coutinho Comentário de Efigênia Coutinho em 1 março 2009 às 22:16
O Tempo da Paixão
© Nathan de Castro

Sem duvida este é o melhor tempo feito soneto:

Quando em silêncio visto a fantasia
de um sonho amarelado, perco a hora
do trem fantasma, a rima sangra e chora
deixando o frio, as tumbas e a fobia!

Elogiar sua pessoa fica até difícil, pois todos sabemos que és um "bardo"desta arte maior.
Sua poesia e ritmada, tranqüila, sempre uma visão objetiva, tem um inefável toque lírico, mantém um estilo mesclado moderno. PARABÉNS,
Efigênia Coutinho
Sonia Nogueira Comentário de Sonia Nogueira em 15 fevereiro 2009 às 15:54
*Portas Abertas*

Todas as portas estão abertas
Onde encontrar o portal da saída
Demolir os muros das descobertas
Distinguir no degrau o olhar da subida

Rasgar das máscaras falsos critérios
Mostrar a face, baixar o véu negro
De um passado abonar os mistérios
Riscar do caderno o chavão egro

Limpar as tradições da história real
Trocar o sacrário pelo profano
Ocultar o Deus dos desenganos

Na ilha da fantasia quase irreal
Como colocar o guizo no felino
Quando todos estamos no varal

Sonia Nogueira *sogueira
Efigênia Coutinho Comentário de Efigênia Coutinho em 28 janeiro 2009 às 21:33
Uma correção ao Soneto FASCINAÇÃO, ao digitar , saiu faltando na palavra Permanece o CE. Coloco ele abaixo completo:

F A S C I N A Ç Ã O
Efigênia Coutinho

Um amor enamorado sazonado
Me vem à memória a todo o instante
Um sonho mágico apaixonado
Sendo assim perene quão constante!...

Relembra uma formosa rosa perfumada,
Ou amor-perfeito delicado
Quiçá aquela orquídea graciosa
Ou da hortência os tons de matizado!

Permanece sempre tua matinal ternura
Tua alegria, teu sorriso, tua mansidão
Num seduzir que o sonho perdura!

Vai embrenhando todo o coração
Ao manto de ternura que teceu
Nocturnos de soberba fascinação!

Balneário Camboriú
Outubro, 08, 2008
Efigênia Coutinho Comentário de Efigênia Coutinho em 28 janeiro 2009 às 16:48
Como discutir o indiscutível, pois os sonetos de Natan, por si só são indelevelmente soberbos, é isso mesmo, o que é bom tem que ser dito e bordado com fios de ouro, se possível que sejam com o ouro do astro sol, pela grandeza existente dos dois,
Efigênia

F A S C I N A Ç Ã O
Efigênia Coutinho

Um amor enamorado sazonado
Me vem à memória a todo o instante
Um sonho mágico apaixonado
Sendo assim perene quão constante!...

Relembra uma formosa rosa perfumada,
Ou amor-perfeito delicado
Quiçá aquela orquídea graciosa
Ou da hortência os tons de matizado!

Permane sempre tua matinal ternura
Tua alegria, teu sorriso, tua mansidão
Num seduzir que o sonho perdura!

Vai embrenhando todo o coração
Ao manto de ternura que teceu
Nocturnos de soberba fascinação!

Balneário Camboriú
Outubro, 08, 2008
Quem é o poeta? Comentário de Quem é o poeta? em 28 janeiro 2009 às 16:24
MESTRES

MOR

Esse canto é uma escola
Tenho muito que aprender.
Levo caderno na sacola
Tudo quero já saber.

Junto a estes mestres
Na leitura dos sonetos.
Todo o ensino repete
Em todos os concertos.

De este belo ensinar
De longo aprendizado
Quero mesmo poetar.

Para ser recordado
No caderno anotar
Todo belo recado.

São José/SC, 28 de janeiro de 2009.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
Sonia Nogueira Comentário de Sonia Nogueira em 24 janeiro 2009 às 10:26
*Para que Mais?*

Quando os pensamentos se comungam
As emoções continuam no mesmo ato
A linguagem respira a mesma aragem
O perfume dos corpos em pleno olfato

O luzeiro não apaga com um sopro
Toda imensidão do tempo é pouco
Para aniquilar a odisséia de assopro
Que num murmúrio suave e rouco

Faz da voz um encontro de emoção
Dos amores que resistem à miragem
Tateiam como cego e na mensagem

Da palavra faz-se o verbo da canção
Que tocada eterniza numa oblata
Todo amor dedicado em cavalgata

Sonia Nogueira *songueira*
Roseane Comentário de Roseane em 23 janeiro 2009 às 13:22
BEM-VINDA – Claiton Scherer

Não tem cerimônia, minha porta está aberta.
E até o meu cachorro se apaixonou por ti...
Vem habitar a minh’alma, antes tão deserta,
Vem me trazer sabores que nunca conheci.

Traz os calores lá do teu extremo Norte
Pra aquecer os rigores do frio do meu Sul
Receberei-te com flores, um abraço forte
E um brilho apaixonado no meu olhar azul.

Se a casa é pobre, não falta hospitalidade,
Se faltar o conforto, há de sobrar carinho...
Para te dar beijos não me faltará vontade

E tem espaço no meu leito, no meu ninho...
Bem vinda, bela guria, minha cara metade,
Alento de felicidade que enfeita meu caminho!


SONETO DA VOLTA – Roseane Ferreira

Ao saber do teu coração entendi: teria plena acolhida,
Tanta vontade levou-me ao teu beijo querer provar,
Cruzando nossos extremos cheguei a ti, à tua vida,
Povoei teu ninho, agasalhei em sonhos teu abraçar...

No teu jardim alegrei-me, brincando com tuas flores,
Vivi dias quentes, ternos de amor e alumbramento,
Rainha em teu castelo desfrutei teus aromas, sabores,
Saciei desejos: perder-me nos azuis do teu firmamento.


Atraída volto ao Sul, volto aos teus acalantos,
De novo teu afago, teu cão festeiro, teus amigos...
Quero teu amor, teu mate, quero toda tua ternura...


Por isso marquei meu caminho de volta com candura,
Pus miúdos pedaços de alegria, espalhei lenços coloridos,
Jamais me perderei de ti, pois que já é meu teu encanto.
 

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