poeticadigital
Respondeu 17. Nov, 2008
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CANÇÃO DA CHUVA
voz que ouço
e que conheço
pelos beirais derramada
tece renda nevoenta
que veste a tarde de chumbo
triste melodia de pingos
balada de chuva lavada
descendo pela calçada
fecho portas e janelas
e no silêncio da sala
ouço o canto-lamento
voz macia de acalento
que embala sofrimento
adivinha tormentos
inspira soluços lentos
......................
e a canção da chuva
escorre em forma de pranto
pelos beirais da minha alma
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Obrigado por tudo.
Beijo
Renato*
Um grande beijo e fique com Deus.
QUATRO JANELAS FECHADAS
TANTAS PORTAS POR ABRIR
TRANCAS DE FERRO FORJADAS
CORTINAS GROSSAS CERRADAS
BORDADAS DE MORTE A SORRIR
QUATRO JANELAS FECHADAS
QUE SE ABREM PARA DENTRO
COMO PERNAS QUE SÃO CORTADAS
COM AS FACAS DO PENSAMENTO
QUE CORTAM A NOSSA ILUSÃO
QUATRO MULHERES CANSADAS
TECEM O LINHO NO CHÃO
SENTADAS À BEIRA-PORTA
EM LENGA-LENGA, QUASE MORTAS
PROSSEGUEM EM ORAÇÃO
AI PROCISSÕES DE SILENCIO
EM ANDORES DE SOLIDÃO
AI LAMURIAS AMORDAÇADAS
NAS TABUAS DO NOSSO CAIXÃO
IDÉIAS ASSASINADAS
NAS BOCAS SEM ILUSÃO
E AS CHICOTADAS DA VIDA
JÁ NÃO ME DOEM NO CORPO
SÓ MAGOAM A NOSSA ALMA
E ME DIZEM QUE ESTOU MORTO
DULCE PONTES E FERNANDO GIRÃO
30 -- 1 – 2001
ESCRITO NO INTERVALO DE UM PROGRAMA DE TELEVISÃO
Tudo de bom
Grande abraço
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
que bom encontrá-la aqui.
Amanhã sai minha atualização...Você vai amar.
beijos.
Cida
Seja bem-vinda!
Beijos
seja bem vinda
um abraço
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