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Nathan de Castro
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dezembro 3
*Para Ser Feliz* Basta sentir o cheiro da terra Molhada no solo ressequido A relva sorrindo sobre a serra Frutificando afogando o gemido Olhar na passagem dos anos A vida, aos poucos minguando Sem a mácula do peso afano Como missão de notas glissa…
junho 11

Caixa de Recados (19 comentários)

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Às 19:49 em 19 junho 2009, Lúcia de Fatima Calife disse...

Boa noite!!
Um final de semana agradável!!!

Tenho pensamentos que,
se pudesse revelá-los e
fazê-los viver,acrescentariam nova
luminosidade às estrelas, nova
beleza ao mundo e maior amor
ao coração dos homens.“

(Fernando Pessoa)
Às 22:35 em 14 maio 2009, Eliza Augusta Gouveia Gregio disse...
Nathan obrigado pelo carinho. Um abraço Eliza gregio
Às 2:11 em 7 março 2009, Ro Lopes disse...
Poeta nao vejo voce mais no meu cantinho...
Fiz algo que deixou voce tristinho?

Beijos
Às 0:06 em 24 fevereiro 2009, Ro Lopes disse...
Oi Nathan grande sonetista.
Saudades... quanto tempo hem!
Vontade de ler voce!
Beijos
Às 1:33 em 30 janeiro 2009, Yaseret D ' Lima disse...
Agradecida Nathan, bellísimo soneto

Beijos
Às 13:18 em 26 janeiro 2009, Ana disse...
Olá Poeta,
Tudo bem? Achei bacana a sua iniciativa do Jornal da PoeticaDigital. Vc poderia colocar lá os informes sobre concursos literários. Estou com vontade de participar de algum, mas não estou sabendo de nenhum.

Outra coisa: vc já participou da Jornada de Literatura de Passo Fundo-RS? Este ano vai ter. É um evento muito bem programado - de primeiro mundo, ché! - com uma das maiores premiações em dinheiro que já tomei conhecimento. No último foi 100 mil reais!

Se nunca participou, comece a pensar em vir. Vale a pena!

Beijo!
Ana.
Às 22:33 em 25 janeiro 2009, poetica digital disse...
nathan
fiz do jornal um grupo e o linkei na aba superior
espero vc lá, será um prazer
bjs
Às 23:06 em 22 janeiro 2009, Lúcia de Fatima Calife disse...
Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida.

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

Um abraço da amiga,Lúcia Calife
Às 16:36 em 15 janeiro 2009, Elaine Bueno disse...
Nathan, boa tarde!
Deixei recado pra Fátima e não foi registrado.
Pergunto a vc então.
Voltando hoje pra cá. Minha página sem os comentários anteriores, sabe o por que?
Agora as páginas terão aparencia comum, é?
Gostei do bate-papo viu!
Abraço lírico.
Às 14:03 em 10 janeiro 2009, Toninho Aribati disse...
Nathan de castro, um ótimo 2009 cheio de muita paz e saúde, pra vc e os seus um abraço fraterno.

Grafitrix - © Nathan de Castro


Meu Dragão

© Nathan de Castro

Para relembrar paixões, abro a janela, o vento traz torrões de terra e o pó da estrada aos luares, onde danço na corda bamba a solidão de um nó.
Algures desatadas, as minhas letras fincam marcas de poeira, e só nos sonhos e visões encontro o verso amigo, para espantar o meu algoz.
De vítima eu me transformo em pincel-carrasco, e um rio de poesia atroz abala os meus pilares com canções de entulhos, que desaguam em sua foz.
O meu dragão acorda e grita: — A solidão é poluente de escrever poemas, nada mais.

Para esquecer paixões, abro a janela, apago a luz e a Estrela se desfaz em rimas de quimeras e explosões de luas, que presumem vida e paz.
Algures assustadas, as minhas letras sangram versos na ilusão que traz assoreadas veias, margens de afluente, areia, terra, céu e mar.
Na loucura eu me disfarço em pincel-palhaço e o meu disfarce é o verbo amar, que invade os picadeiros com canções de lagos que refletem o luar.
O meu dragão, calado, chora a solidão desses luares de escrever poemas, nada mais.

Por certo, a solidão tem cor, e o dia aceita o brilho dos olhos do sol nas folhas orvalhadas por lembranças de verdes cantigas de arrebol.
Algures disfarçada, a poesia encanta-se na voz de um rouxinol: meu pássaro-dragão sem asas de palavras... Minhas crenças pelo chão.
De pronto, abro a janela, a voz que escuto não é a dela e a vasta escuridão vem seduzir meus sonhos com canções de madrugadas cheias de paixão.
O meu dragão acende a luz da Estrela: labaredas de
escrever poemas, nada mais.

Somente as tempestades podem me fazer feliz nos veios das canções, e pelas cachoeiras de poesia disfarço a dor e abraço as emoções.
Algures resolutas, as minhas letras abrem valas de enterrar paixões, mas na terra o dragão navega na enxurrada com seu barco de papel.
No barco, o meu poema vai buscar morada, e da escotilha eu vejo o céu a preparar palavras com canções de maré cheia de esperança e fel.
O meu dragão, faminto, balanceia a minha fé na areia de escrever poemas, nada mais.

Nos palcos do soneto encontro a tempestade, e a minha veia teatral desfila com saudade de voar nas telas brancas sem paixão e sal.
Algures satisfeitas, as minhas letras-ostras fecham pérolas do mal, e no mar o meu dragão festeja as labaredas e disfarça a tal saudade.
Na solidão do cais, um barco de papel surfa na onda que me invade, como se fosse ele o dono das estrelas de atracar felicidade.
O meu dragão navega e aporta caravelas-solidão de
escrever poemas, nada mais.

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