poeticadigital

Postado em 6 novembro 2008 às 18:53 ‚Äî 2 Comentários

Postado em 26 outubro 2008 às 21:07 ‚Äî 1 Comentário
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Dores herdadas
Refletidas
Nos olhos desamparados...
Bjs
Thô
Tentei add...
não ta carregando.
Vê se tu consegues...
se for de bom para ti.
Abraços
Heitor

Rose,obrigada pela visitaCom carinho,
grato.
PÁTRIA
por que pátria v
ocê luta solda
do com tanta
fúria é a pátria
das tormentas
dos fuzilamentos
nas ruas é a pátr
ia das torturas d
e uma gente que
só sua só labuta
só labuta
nas fazendas dos
senhores nas fáb
ricas dos patrões
nas favelas invisí
veis no lixo das
manhãs mas por
que pátria por q
ue pátria você lu
ta soldado com t
anta fúria é a pát
ria dos famintos
dos loucos
dos marginais
dos negrosescrav
os ainda dos índi
osexterminados
da escravidão col
orida de raças em
extermínio de uma
gente que só supor
ta
suporta
o sofrimento e a dor
a exploração e o terror
que se acostumou morrer
na luta de todo dia
por ter algo pra comer
que tenta sobreviver
da esmola oferecida
pelos que mandam obedecer essa gente que só
sente
revolta
revolta
diante de tanta mentira dos poucos que ficam com tudo
diante do absurdo de calar pra não morrer do medo que
dá viver na repressão violenta que massacra que destrói
que prende e arrebenta executa inocentes e protege assas
sinos de mulheres e meninos de tudo o que é ser vivente
e cada mão descontente é decepada impunemente por mãos
iguais manejadas por seres que se esqueceram
que são iguais a você que é igual a
qualquer um igual a mim
igual a todos que
que vivem nessa
penúria
me diga então
soldado
por que
pátria
por
que
pátria
você luta
com tanta fúria?
geraldo maia
8219-5934
muitas saudades...
ainda estou fora de casa.
retorno na próxima semana.
bjs
Muita luz, paz, saúde, sucesso, coragem, amor e poesia pra vc nesse ano novo.
beijo,
com carinho,
geraldo
BERROFERRO
A estrada morde o tempo
É sua primeira dança de saudade
Sua primeira tarde de ópio
Seu desafio de igrejas
Apenas tem entre as pernas
O futuro da teia de marfim
E a cidade se desnuda no quarto
Olha da janela com seu rio de plumas
Quer lembrar-se do silêncio e da ternura
Quer fugir para o cio do deserto
Quer voar com cães e dromedários
Lembra o escorpião que invadiu o derradeiro beijo
Não houve nem uma esquina com lágrimas
Nada que saboreasse o teu perdão de ilha
Nada que te subjugasse a memória do ar
De ti hibernei meu grito no cão
De ti surpreendi o alarido do luxo
O som dos horizontes sem sobretudos
De ti desse inverno cego interrompe sapatos
Mete-se de teu cobertor em minha dúvida
Só quer te cair sem cadafalso
Só pede que te retribua a masmorra
Que socorra teu perfume de âncora
Que distribua todo o poderoso gole
De sentido que te é servido ao som
De sobremesas sem sobrancelhas
E depois entre tantos pedaços de dias
Com framboesas e lápides
Eu possa esquecer que tua boca
Mira uma inevitável sombra
Sensitiva que sem um mínimo
De escarlate poda da canícula
A flor do berroferro
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