Ausência de ti
Saudade da tua voz
No silêncio atroz.
Nostalgia de carinho
Na cama em desalinho.
Teu perfume almiscarado
No jardim orvalhado.
Teu retrato acaricio
Na solidão do vazio.
Tua ausência dói,
Meu peito corrói.
Procuro-te nos sonhos
Encontro outonos tristonhos.
Brilha a lua cheia...
Envolvo-me na teia
Do prateado luar.
Encasulo-me a chorar.
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das Letras
Código do Texto: T1018113
Respeite os direitos autorais.
Espero o teu amor
Será difícil ficar sem ti,
Sem teu aconchego, sem teu colo...
Será difícil ficar aqui
Sozinha em prantos, sem teu consolo...
Não suportarei esta carência
Da tua presença, da tua luz,
Que verte paz na minha existência,
Nem da tua mão que me conduz.
Como esquecer momentos de enlevo?
Tua voz soava melodia
No nosso tempo agora em relevo.
Minha mente aceita a fantasia...
Como resistir à tempestade
Que varre do meu interior
Tua candura, tua bondade?
Sonâmbula, aguardo o teu amor.
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das Letras
Código do Texto: T928461
Respeite os direitos autorais.
Eu te amo
No teu sorriso perdi
meu singelo coração.
Não mais existo sem ti,
meu amor, minha obsessão.
Eu te amo do meu jeito,
como o ar que respiro.
Encostado em teu peito,
ouvindo o teu suspiro.
Eu te amo sem presunção,
olhando-te sossegado,
levando-te pela mão
ao desejo sublimado.
Mardilê Friedrich Fabre
Momentos
Sexta-feira. O dia está sombrio.
A vida ecoa no vazio.
Uma vassoura varre a calçada
Depois que passou a chuvarada.
O vento canta nas folhas
E desaparece. Não tem escolhas.
Um pássaro pipila nos fios
Para não cair, vence desafios.
Um gato ronrona enroladinho
No colo do dengoso menininho.
Jovens saem da escola. Ligeiros.
Vão para suas casas. Faceiros.
Pessoas buscam seu destino,
Objetivam seu lar, lugar divino.
Por todos os lados, sopra a vida
Em meus momentos refletida.
Mardilê Friedrich Fabre
Nosso Amor
Gaveta aberta, revolvo o passado
De súbito, uma fotografia...
Pego-a. Nós dois no Corcovado...
Entre a tristeza e a alegria
Vejo o sorriso do nosso amor.
Foi curto, mas vivido com tal ardor
Que, mesmo depois de tanto tempo,
Não esqueço o nosso passatempo.
Volto lá muitas e muitas vezes,
Mesmo sabendo que sofro reveses.
E entre as lágrimas e o sorriso
Ouço claro o teu cristalino riso.
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das Letras
Código do Texto: T571524
Paraíso
Meu pensamento encurta as distâncias
Com sentimentos vai além-fronteiras.
Transita pelo tempo nas errâncias.
Atinge um paraíso inimaginável.
Flores e cores, mesclas companheiras,
Banhadas de dourado intocável.
Lá onde fez morada a poesia,
E o poema achega-se à melodia.
Lá onde o momento é sonho e ventura,
E soa o horizonte que se procura.
Mardilê Friedrich Fabre
Hino ao Amor
Ouço o som mavioso da tua voz...
Palavras tornadas musicais dós...
Cego e apaixonado coração
sente a certeza da tua emoção.
Minha alma quer a tua encontrar
para com ela poder entoar
o hino do grande e verdadeiro amor
que as ligou para sempre com ardor.
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das Letras
Código do Texto: T475121
Sol de Primavera
O brilho do sol desperta as flores.
Eternizo a poesia da imagem
Em versos que escorrem dourados.
As pétalas abrem-se furta-cores,
Voam borboletas de passagem,
Nutrem-se de beijos colibris insensatos.
No ar, um doce perfume de primavera...
O amor brota na vida que prolifera.
Mardilê Friedrich Fabre
Publicado no Recanto das letras
Código do Texto: T1191938
Blog de Mardilê Friedrich Fabre
Beijo
Louco
desejo
me arrebata.
De mim se apodera
Paixão, delírio irreprimido.
Mardilê Friedrich Fabre
Respeite os direitos autorais.
Postado em 22 janeiro 2009 às 16:53 ‚Äî
Sentir no coração a euforia
Pela alegria de um novo dia;
Escutar os sons da natureza,
Regada pelo sol da beleza;
Recolher sorriso de agrado
Porque se distribuiu afago;
Encher o vazio da existência
Com o conforto da convivência;
Zarpar com a sensibilidade
P´ra ver a vulnerabilidade;
Decifrar os enigmas da mente
E semear a luz complacente;
Percorrer o caminho do amor
Para encontrar nosso Salvador;
Hoje e sempre é a sabedoria…
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Postado em 19 janeiro 2009 às 20:26 ‚Äî
Passeio no jardim, distraída.
Pensamento distante. Fui traída.
Baixo o olhar. Uma rosa. Arrepio.
Uma rosa vermelha. Sorrio.
Plantei roseiras p´ra colher rosas
De todas as cores, e cheirosas.
Esqueci espinhos protetores
E beija-flores, os benfeitores.
Toco a rosa. Espanto o beija-flor.
Puxo a mão. No dedo, aguda dor;
Na flor, latente gota de sangue;
Na pétala, colorido exangue.
Plantei roseiras. Não colho cores,
Ne…
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Postado em 30 dezembro 2008 às 16:00 ‚Äî
Nos tempos do folhetim,
Os amantes juravam no jardim
Amor eterno em sublime idílio.
Nos tempos de modernidade,
Os pares “ficam” na casualidade,
Num encontro rápido a domicílio.
Havia um tempo, não muito distante,
Em que o homem era vassalo fascinante,
Dedicado cavaleiro da paixão.
No presente, neste carrasco mundo,
Em que grassa afeto moribundo,
O admirador reparte retalhos de emoção.
Mardilê Friedrich Fabre
Postado em 27 novembro 2008 às 22:18 ‚Äî
Percorro caminhos dentro de mim,
Descubro intrincados labirintos.
Derroto-os com sorrisos sem fim.
Sigo os rumos armados pelo destino.
Caio emaranhada nas teias do instinto.
Liberta-me o invencível paladino.
Assolam-me tormentos sufocantes.
Sobressalto-os com versos cantantes.
Mardilê Friedrich Fabre
Respeite os direitos autorais.
Postado em 23 novembro 2008 às 23:39 ‚Äî
Sonho de Amor
Esta noite sonhei nossa canção.
Ao longe, um violino plangia...
Um trovador cantava paixão
Pr´a dama embebida em fantasia.
Lágrimas levaram a magia
Para o sótão da imaginação.
Esta noite sonhei nossa canção.
Ao longe, um violino plangia...
Atravessaram a imensidão
Os estilhaços da melodia
E conquistaram meu coração
Que resistente ao amor parecia.
Esta noite sonhei nossa canção.
Mardilê Fri…
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Postado em 10 novembro 2008 às 23:17 ‚Äî
Caminho sem destino pela praia.
O sol no horizonte reluz.
O mar, meigo, a areia seduz.
O vento interpreta Vivaldi.
Há um misto de mistério e magia
Na languidez das horas. Nostalgia...
O teu olhar me espera de tocaia.
Meu corpo se inunda da tua luz.
Mardilê Friedrich Fabre
Postado em 1 novembro 2008 às 22:30 ‚Äî
Da estante, me sorris trigueira.
Cabelos revoltos ao vento.
Saudades. Banhos na cachoeira.
Foi mágica a tua ternura.
Embriagou-me teu acalanto.
Saudades. O tempo emoldura.
Saudades. Sofri dissabor.
Saudades. Destino traidor.
Mardilê Friedrich Fabre
Postado em 26 outubro 2008 às 21:25 ‚Äî
Eu te amo
No teu sorriso perdi
meu singelo coração.
Não mais existo sem ti,
meu amor, minha obsessão.
Eu te amo do meu jeito,
como o ar que respiro.
Encostado em teu peito,
ouvindo o teu suspiro.
Eu te amo sem presunção,
olhando-te sossegado,
levando-te pela mão
ao desejo sublimado.
Mardilê Friedrich Fabre
Postado em 18 outubro 2008 às 23:22 ‚Äî
Querida, passaste por mim
por um momento no jardim.
Senti teu perfume. Jasmim.
Vi teus lábios. Carmim.
Quis tocar-te, mas te afastaste.
Rápido. Ficou o desejo
de dar-te um beijo benfazejo.
Maravilhei-me. Não me amaste!
Mardilê Friedrich Fabre
Postado em 14 outubro 2008 às 23:08 ‚Äî
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Calor abrandado
Por aqui chuva constante
Tempo das sombrinhas.
Enfeitam-se as ruas com elas
Variadas, coloridas!
Tanca 39
Dias de muita chuva
Sair seco voltar molhado
Meu Pará das águas.
Não há estações definidas
Dias mais ou menos chuvosos!
Aceitação
Acalanto
Afetuosamente.
Entreabertos em fogo e paixão // procuram-se // cegos... Incontroláveis... //é tesão
Vermelhos carmesins na emoção // experimentam-se aos poucos //texturas e sabores...//sumo divino
Unem-se em beijos de sedução // Seus paladares sabem a paixão.// acolhem-se em total emoção...//mordo-te.
Denise Severgnini//Mardilê Fabre // Roseane Ferreira//Karinna
Tanca 204
Conversa lá fora
murmúrios e lamentos
pessoa que chora.
quando o homem escuta e cala
ele não ouve triste fala...
Nasceu verso
Multiplicou-se
Virou poesia